Arquivo

Arquivo do Autor

Computador quântico já está chegando e vai levar tecnologia a uma nova era – 04/11/2017 – Ilustríssima – Folha de S.Paulo

10 de dezembro de 2017 Deixe um comentário

Fonte: Computador quântico já está chegando e vai levar tecnologia a uma nova era – 04/11/2017 – Ilustríssima – Folha de S.Paulo

RESUMO Os computadores quânticos, ao que tudo indica, serão capazes de resolver em segundos problemas que levariam até bilhões de anos para o mais potente dos supercomputadores atuais. Os novos processadores permitirão uma revolução tecnológica e científica difícil de conceber. Mas quão perto estamos dessa fronteira?

(…) LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO LINK ACIMA, EXCELENTE!

REVOLUÇÃO

A esta altura, cabe perguntar: o que os computadores quânticos podem fazer de diferente? Resposta: tudo.

Computadores são ferramentas essenciais para o avanço científico e tecnológico, com aplicações praticamente ilimitadas. De fato, é impossível imaginar a sociedade hoje em dia sem essa máquina maravilhosa.

Para ficar em apenas um caso, computadores controlam o espaço aéreo e o fluxo de aviões nos aeroportos, ajudam nos projetos para a construção de novas aeronaves e até na arquitetura das novas gerações de computadores que irão realizar essas mesmas tarefas com mais rapidez e eficiência. Mais: fazem previsões das condições meteorológicas ao longo das rotas e monitoram inúmeros sensores que dão segurança ao voo.

Quanto mais os computadores evoluem, mais se tornam indispensáveis. Seu telefone celular, por exemplo, provavelmente faz um computador da década de 1990 parecer uma carroça velha. A velocidade de um processador de 25 anos atrás era de 25 MHz; a de um celular fica em torno de 2 GHz, cem vezes maior.

Ainda assim, existe um tipo de tarefa que é extremamente difícil —na verdade, impossível— para os computadores com a tecnologia atual: simular a própria natureza.

Os cientistas estão muito interessados em simular o comportamento de sistemas naturais, como uma reação química de uma molécula em um fármaco ou as possíveis mudanças no movimento das correntes marítimas e atmosféricas causadas pelo aquecimento global.

Nesse contexto, “simular” significa reproduzir no computador exatamente o comportamento natural do fenômeno, com o maior número possível de detalhes. Isso é importante porque permite aos cientistas fazer previsões acuradas, projetar novos medicamentos etc.

O problema é que, se todos os detalhes forem levados em conta, a simulação se torna tão complexa que ultrapassa a capacidade de processamento e armazenamento dos computadores existentes —mesmo a dos supercomputadores.

A saída usada pelos cientistas e engenheiros é simplificar o problema ou, como se diz no jargão da ciência, fazer aproximações. E, com aproximações, parte importante da informação se perde.

Um computador quântico, contudo, é capaz de fazer simulações de sistemas naturais sem aproximações. Feynman (de novo) considerava que a própria natureza é um computador quântico simulando os fenômenos que observamos –para dar toques filosóficos à discussão, inclusive nós, seres humanos.

PARECE MÁGICA

Em geral, fenômenos quânticos são associados apenas ao mundo microscópico, de átomos, moléculas e partículas elementares. Isso é um erro. Eles estão por toda parte; a própria estrutura da matéria, como a vemos e sentimos no cotidiano, é resultado direto das leis que regem o mundo quântico.

Sem usar a física quântica, é impossível explicar por que o cobre conduz eletricidade, e o diamante não. Sem lançar mão de suas leis, é impossível explicar a estrutura das ligações químicas que dão origem às moléculas –e, em última análise, a tudo que existe no mundo físico.

Porém, para fins de computação e comunicação, é preciso controlar alguns fenômenos quânticos que mais parecem truques de mágica —e aqui as coisas começam a ficar ainda mais interessantes (e estranhas).

De onde vem a mágica? O conceito mais importante para entendermos como os computadores quânticos funcionam é o de correlação, muito usado por estatísticos em problemas envolvendo probabilidades.

Quando dois objetos estão correlacionados, a observação de uma propriedade de um deles fornece informação sobre uma propriedade do outro —pouco importa a distância entre ambos.

Suponha, por exemplo, que tenhamos uma bola de bilhar branca em uma caixa opaca fechada e uma bola preta em outra caixa idêntica, também fechada. Não se sabe em qual caixa está a bola branca ou a preta. Uma das caixas é entregue ao sujeito A, e a outra, ao sujeito B.

Agora, eles se afastam um do outro, de tal modo que não haja contato entre eles. O sujeito A recebe a instrução de abrir sua caixa e verificar a cor da bola. Antes dessa operação, ele só sabe que há 50% de chance de a bola ser preta e o mesmo percentual de ela ser branca. Ele abre a caixa e verifica que a bola é branca.

No mesmo momento, ele ganha informação sobre a bola que está com B, que, com sua caixa ainda fechada, não sabe a cor de sua bola. Não há interação entre A e B, mas a correlação entre as cores das bolas permitiu que A obtivesse informação sobre a bola de B.

Façamos uma pequena variação desse experimento. Agora, cada caixa tem duas bolas, uma branca e uma preta. Novamente, A se afasta de B e recebe a instrução de, sem olhar para dentro da caixa, pegar uma das bolas.

Como antes, ele tem 50% de chance de pegar a preta e 50% de chance de pegar a branca. Ele pega uma delas e verifica que é preta. Dessa vez, porém, ele não pode concluir nada sobre que bola B pegará em sua caixa. Dizemos que a correlação estatística que existia antes se perdeu.

EMARANHAMENTO

Se as bolas fossem objetos quânticos (como átomos), seria possível criar uma situação especial na qual todas as vezes em que A retirasse o “átomo preto” de sua caixa, B retiraria o “átomo branco”, não importando quantos átomos estivessem nas caixas nem a distância entre elas.

É como se o resultado da ação de A definisse o resultado daquela a ser feita por B, que poderia estar a milhares de quilômetros de distância. Esse tipo de correlação estatística só existe em sistemas quânticos e se chama emaranhamento.

Não raro, o emaranhamento é classificado como o fenômeno mais estranho da natureza. Afinal, como um objeto que está aqui pode interferir instantaneamente no estado de outro objeto localizado a, digamos, bilhões de quilômetros? Não surpreende que o físico de origem alemã Albert Einstein (1879-1955) tenha apelidado esse fenômeno de fantasmagórico.

Em uma interpretação apressada (e errônea), diz-se que o emaranhamento viola o principal resultado da teoria da relatividade: informação não pode ser transmitida com velocidade maior do que a da luz no vácuo (300 mil km/s).

No emaranhamento, contudo, não há transferência de informação clássica, como ocorre com os dados da internet, por exemplo. O que se transmite é o que os físicos denominam informação quântica, algo impalpável, que não carrega matéria nem energia.

Apesar de sua esquisitice, o emaranhamento é o ingrediente mais importante para a computação e a comunicação quânticas. E já foi demonstrado inúmeras vezes em laboratórios pelo mundo todo, inclusive no Brasil.

Neste ano, os chineses fizeram experimentos que demonstram as correlações quânticas (ou seja, o emaranhamento) entre fótons (partículas de luz) separados por 1.200 quilômetros de altura usando um satélite. É a esquisitice do mundo quântico posta em prática.

TELEPORTE

O emaranhamento é o fenômeno responsável pelo processamento paralelo colossal de um computador quântico. Enquanto o bit (unidade de informação clássica) pode ter os valores “0” ou “1”, que são mutuamente excludentes, o q-bit processa todas as combinações possíveis de “0” e “1” simultaneamente. É como dizer que uma lâmpada pode estar acesa e apagada ao mesmo tempo.

Não se trata de mero aumento de velocidade em comparação com dispositivos usuais, mas de um novo paradigma de computação.

Esse novo paradigma, além de permitir que problemas complexos sejam resolvidos em segundos, é o responsável pelo fenômeno conhecido como teleporte, no qual a informação quântica desaparece de um lugar e reaparece instantaneamente em outro, sem atravessar o espaço que os separa.

Do emaranhamento também vem a capacidade de estabelecer comunicações absolutamente seguras, à prova de hackers, pois qualquer tentativa de invadir a rede interferiria nesse fenômeno e seria detectada de forma instantânea. O atual sistema de criptografia, por outro lado, será destroçado por um computador quântico de mil q-bits, dada sua enorme capacidade de processamento.

Há ainda um rol de aplicações que estão apenas começando a ser exploradas, como a dos chamados sensores quânticos, capazes de realizar medidas de quantidades físicas com precisão inalcançável para os melhores métodos clássicos.

O funcionamento pleno de um computador quântico também irá revelar soluções até aqui desconhecidas pelos cientistas de problemas de matemática, física, química, biologia e engenharia, com potencial de produzir uma revolução científica e tecnológica ainda maior do que aquela que ocorreu no início do século passado, com a descoberta da teoria da relatividade e da mecânica quântica.

PAÍS SEM FUTURO

Saltemos para 2027. No mundo desenvolvido, computadores quânticos são usados para encontrar poços de petróleo, projetar fármacos, criar materiais, resolver problemas muito complexos de engenharia e matemática, manter a internet à prova de hackers, desenvolver a defesa nacional etc.

O Brasil, porém, mais uma vez ficou de fora de um novo cenário científico-tecnológico (e geopolítico): não tem uma marca de computador quântico, e os poucos que existem no país foram comprados dos EUA, da China, da Inglaterra ou da Austrália a preços exorbitantes. Continuamos dependentes da tecnologia produzida nas nações que compreenderam que ciência deve ser projeto de Estado.

Mantidos os famigerados contingenciamentos para a ciência e a tecnologia no Brasil, naquele 2027, nossos cientistas —trabalhando nos sucateados institutos de pesquisa que ainda restaram— certamente estão implorando por verbas para pagar a conta da energia elétrica usada para manter ligados seus velhos computadores.

Mais uma revolução tecnológica terá passado longe daqui.

IVAN DOS SANTOS OLIVEIRA JÚNIOR, 56, é doutor em física pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e pesquisador titular do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro.

Categorias:Portais e blogs

O fim do BNDES e o grande golpe do Brasil quebrado (Por  Mauro Santayana) ‹ Luíz Müller Blog ‹ Reader — WordPress.com

29 de setembro de 2017 Deixe um comentário

Fonte: O fim do BNDES e o grande golpe do Brasil quebrado (Por  Mauro Santayana) ‹ Luíz Müller Blog ‹ Reader — WordPress.com

Uma das principais pós-verdades vendidas para esse público, hoje já transformada em discurso e adotado como bandeira e muleta pelo atual governo e boa parte da mídia, é de que o Brasil estaria totalmente inviabilizado economicamente e, logo, necessitado de passar por um urgente programa de “reformas” – com venda de ativos públicos e privados para “sair do buraco”.

Ora, quebrados, ou quase isso, estávamos no último ano de governo do senhor Fernando Henrique Cardoso. Em 2002, depois de um nefasto e maior programa de “reformas” e de “privatizações” (na verdade, de desnacionalização) da economia brasileira em 500 anos, encerramos o ano com um PIB nominal e uma renda per capita em dólares, segundo o Banco Mundial, menor do que de oito anos antes, no final do governo Itamar Franco. E uma dívida com o FMI de US$ 40 bilhões.

Hoje o Brasil tem R$ 380 bilhões de dólares – mais de R$ 1 trilhão – em reservas internacionais e é ainda, com toda a crise, a nona economia do mundo. Entre as 10 principais economias do planeta, grupo em que nos incluímos depois de 2002, pelos menos sete países – Estados Unidos, Japão, Reino Unido, França, Itália, Canadá – têm dívida pública maior do que a nossa.

O salário mínimo e a renda per capita são maiores, em dólares, agora, do que no final de 2002, e as dívidas bruta, externa e líquida são menores do que eram quando Fernando Henrique deixou o poder.

A razão pela qual o governo e o sistema de contrainformação fascista escondem da população o excelente nível de reservas internacionais é óbvia: a informação contradiz o mito de que os governos do PT quebraram o Brasil. E anularia a justificativa que usam para entregar o Brasil a toque de caixa e preço de banana podre aos estrangeiros (clique no link para ler a matéria completa)

Categorias:Portais e blogs

Em busca de outros mundos: da especulação à realidade – 10/09/2017 – Marcelo Gleiser – Colunistas – Folha de S.Paulo

14 de setembro de 2017 Deixe um comentário
Categorias:Portais e blogs

A misteriosa receita cósmica – 16/07/2017 – Marcelo Gleiser – Colunistas – Folha de S.Paulo

21 de agosto de 2017 Deixe um comentário

Fonte: A misteriosa receita cósmica – 16/07/2017 – Marcelo Gleiser – Colunistas – Folha de S.Paulo

Hoje, fechando essa trilogia inicial da Horizontes, exploramos a composição material do universo. Começamos discutindo a questão da expansão cósmicae, de lá, mergulhamos na questão da origem de todas as coisas. Sabendo que o universo teve sua origem 13.8 bilhões de anos atrás e vem expandindo e esfriando desde então, resta investigar do que é feito, a receita cósmica.

Para simplificar, divido a receita cósmica nos seus três ingredientes principais: a matéria “normal”, da qual somos feitos, a matéria escura, e a energia escura. (leia a matéria completa no link)

Categorias:Portais e blogs

RiseUP Portugal: O Neoliberalismo é um Fascismo

Fonte: RiseUP Portugal: O Neoliberalismo é um Fascismo

Eu afirmo, que o neoliberalismo é um fascismo porque a economia sujeitou os governos dos países democráticos, como também cada um dos fragmentos do nosso pensamento.

O Estado, está agora ao serviço da economia e da finança, que o tratam como um subordinado, explorando-o até ao ponto de por em risco a preservação do bem comum.

A austeridade tão desejada nos meios financeiros transformou-se num valor superior que substituiu a política. Sucede que “fazer poupanças” tornou-se uma maneira de evitar qualquer outro objectivo público. O principio da ortodoxia orçamental é de tal ordem, que quer mesmo que seja inscrito na Constituição dos Estados. A noção de serviço público é ridicularizada. O niilismo que agora decorre permitiu mesmo anular o universalismo e os valores humanos mais importantes: solidariedade, fraternidade, integração e o respeito de todos pelas diferenças. Até mesmo a economia clássica tem dificuldades em se realizar. O trabalho era antes um factor de procura e por isso os trabalhadores eram respeitados; a finança internacional fez do trabalho uma variável simples de ajustamento. (leia o artigo completo no link acima)

Categorias:Portais e blogs

‘Constituição é um remédio contra maiorias. Moro extrapolou seu poder’ | Brasil 24/7

Fonte: ‘Constituição é um remédio contra maiorias. Moro extrapolou seu poder’ | Brasil 24/7

“Sergio Moro extrapolou seu poder de juiz. Na democracia, juízes tem seu poder limitado. Pela lei e pela Constituição”, avalia o advogado Lenio Luiz Streck, membro catedrático da Academia Brasileira de Direito Constitucional, professor titular da Unisinos e Unesa; “Ele confessadamente divulgou conversas telefônicas obtidas ilicitamente, instituiu uma nova leitura no Código de Processo Penal com as conduções coercitivas – todas ilegais -, extrapolou o prazo de prisões preventivas, além da condução autoritária das audiências. Parece que, para ele e a força tarefa da Lava Jato, os fins justificam os meios”

Categorias:Portais e blogs

Suplicy pede que MP apure relação de Doria com consultorias no Programa de Metas — Rede Brasil Atual

Categorias:Portais e blogs
%d blogueiros gostam disto: